CURE intelligence / SCRIOO
Plataforma de inteligência de riscos em supply chain com IA.

O projeto em um minuto
A SCRIOO é uma plataforma de inteligência de riscos em supply chain com IA que ajuda empresas a monitorar fornecedores, entender sinais de risco e apoiar decisões operacionais.
O produto combina exploração de mapa de risco, informações de fornecedores, dados históricos de incidentes, filtros, documentos e fluxos relacionados a compliance.
Meu trabalho focou em tornar essa informação complexa mais fácil de escanear, comparar e agir sobre ela.
Minha contribuição
Trabalhei como contribuidor individual em fluxos de UX, arquitetura de informação, padrões de interface, testes de usabilidade e documentação de handoff.
- Simplificar como o risco aparecia no mapa
- Desenhar formas mais claras de comparar incidentes de fornecedores ao longo do tempo
- Usar progressive disclosure para reduzir carga cognitiva
- Estruturar testes de usabilidade focados nas hipóteses de maior risco do time
- Documentar fluxos, estados e decisões para implementação
A informação de risco foi estruturada em camadas: primeiro severidade e localização, depois detalhes do fornecedor quando necessário.

O que tornava complexo
O desafio era ajudar usuários a entender informação densa de risco sem esconder a complexidade por trás dela.
- Usuários precisavam ir de uma visão geral de risco para detalhes por fornecedor sem perder contexto.
- A interface combinava informação densa: mapas, categorias de risco, filtros, incidentes históricos, dados de fornecedores e documentos.
- O produto precisava mostrar detalhe suficiente para decisões informadas sem sobrecarregar a primeira camada da experiência.
- O mesmo modelo de risco precisava funcionar em visões de mapa, analytics e insights — incluindo mobile.

Como eu abordei
Entender a decisão
Antes de desenhar telas, trabalhei para entender o que os usuários precisavam decidir: onde o risco estava acontecendo, quão severo era e se um fornecedor precisava de ação.
Reduzir a primeira camada
Foquei no que os usuários precisavam ver primeiro, especialmente no mapa de risco, onde informação demais dificultava o escaneamento.
Testar fluxos incertos
Quando o time tinha perguntas em aberto, estruturei testes de usabilidade focados usando protótipos simplificados e participantes externos.
Documentar o sistema
Documentei fluxos, estados, regras de interação e detalhes de handoff para que engenharia pudesse implementar a experiência com menos ambiguidade.
Telas exploradas em mapa, analytics, filtros, documentos, mobile e temas claro/escuro.

Decisões-chave de design
Decisões de design que tornaram o produto mais fácil de escanear, comparar e agir.
01 · Simplificar os marcadores de risco no mapa
O mapa de risco exibia muitos marcadores ao mesmo tempo, cada um representando um risco potencial. Numa direção anterior, cada marcador tentava comunicar várias informações ao mesmo tempo.
Propus simplificar o sistema de marcadores para que a primeira camada comunicasse primeiro o sinal de risco mais importante. Detalhe adicional permanecia disponível progressivamente.
O argumento principal era que mostrar menos informação de início podia apoiar decisões mais rápidas, já que a função primária do mapa era direcionar atenção.
A severidade do risco era comunicada por cor para reconhecimento rápido, mas não só por cor. Também incluímos uma pista secundária para apoiar acessibilidade.
02 · Apoiar comparação de fornecedores ao longo do tempo
Trabalhei no Incident Through Time, uma funcionalidade que permitia comparar incidentes de dois ou mais fornecedores num período selecionado.
O objetivo era ajudar quem decide a entender como o risco de um fornecedor evoluiu ao longo do tempo, em vez de avaliar incidentes como eventos isolados.
Isso apoiava decisões como manter, substituir ou monitorar um fornecedor mais de perto.
03 · Usar progressive disclosure para informação densa de risco
Um princípio recorrente no projeto era que nem toda informação precisava aparecer no mesmo nível. A interface precisava apoiar uma sequência: identificar o que merece atenção, entender por que importa, e só então acessar o detalhe de apoio.
Progressive disclosure ajudou a reduzir carga cognitiva sem esconder a complexidade do risco em supply chain.
Validação de usabilidade direcionada
Validando clareza sem acesso direto a usuários finais
Não tínhamos acesso direto a usuários finais, então estruturei testes de usabilidade focados com participantes externos.
O objetivo não era validar conhecimento de domínio. Era testar se pessoas vendo a interface pela primeira vez conseguiam entender a estrutura, seguir os fluxos principais, identificar sinais de risco importantes e completar tarefas específicas.
Testamos só as áreas onde o time tinha mais incerteza, como escaneamento do mapa, Incident Through Time e a transição de visão geral para detalhe.
Isso ajudou o time a sair do debate interno para decisões de design mais informadas por evidência, mantendo honestidade sobre os limites da pesquisa.
01 · Escaneamento do mapa
Pergunta
As pessoas conseguiam identificar os riscos mais importantes num mapa denso?
Teste
Múltiplos marcadores de risco num cenário simplificado.
Informou
Hierarquia de marcadores mais simples e pistas de severidade mais claras.
02 · Comparação de fornecedores
Pergunta
As pessoas conseguiam comparar incidentes de fornecedores ao longo do tempo?
Teste
Incident Through Time com dois ou mais fornecedores.
Informou
Hierarquia do gráfico, rótulos e fluxo de comparação.
03 · Detalhe progressivo
Pergunta
As pessoas conseguiam ir da visão geral ao detalhe sem sobrecarga?
Teste
Tarefa indo da visão geral do mapa ao detalhe de apoio.
Informou
Primeira camada mais leve com acesso progressivo ao detalhe.

Visuais selecionados

Resultado

- Tornou a informação densa de risco mais fácil de escanear e comparar
- Simplificou a primeira camada do mapa preservando acesso a detalhe mais profundo
- Ajudou usuários a comparar tendências de risco de fornecedores ao longo do tempo
- Melhorou o handoff de design através de fluxos, estados e regras de interação documentados
Fundações de design system, tokens de tema e estados documentados apoiaram a implementação nos modos claro e escuro.
Reflexão
Esse projeto reforçou uma lição que ainda uso bastante: em produtos complexos, o primeiro desafio de design não é a tela — é entender qual decisão a interface precisa apoiar.
Uma vez que isso estava claro, decisões de UI ficaram mais fáceis de explicar, testar e documentar.